Cidades

‘Padre Máximo’ se informatiza para integrar rede hospitalar

* Leandro Fidelis

O Hospital Padre Máximo- HPM, de Venda Nova, está se preparando para a regionalização que ocorrerá em breve em dez instituições filantrópicas e sete da rede pública estadual do Espírito Santo. Há uma semana, o hospital se estrutura para utilizar novos sistemas informatizados que vão colocá-lo em rede com as outras unidades. O lançamento interno do projeto será nesta terça-feira (24), às 16 horas, no auditório da Associação de Voluntárias.

Com um investimento de R$ 1.877.491,34, o objetivo da Secretaria de Estado da Saúde- Sesa a partir da nova gestão dos hospitais filantrópicos é descentralizar as unidades, visando a atendimentos e internações mais ágeis. Além de Venda Nova, neste primeiro momento foi contemplado o hospital de Muqui, no Sul do Estado.

Para receber os computadores, uma empresa terceirizada está construindo uma sala para a central e instalando cabos em todos os setores do HPM. O serviço ainda vai levar dois meses. Após esta primeira etapa, serão instalados quatro servidores e 47 computadores. A tecnologia é avançada e promete fazer do Espírito Santo referência em saúde no país.

“O governador nos deu um banho de otimismo quando liberou o repasse. Estamos muito felizes porque pela primeira vez o Estado está ajudando os hospitais filantrópicos, que passam por muitas dificuldades. A informatização do sistema vai nos ajudar muito”, diz Eunice Caliman, diretora administrativa do HPM.

A prioridade da rede unificada é informar em tempo hábil a disponibilidade de vagas. Um dos servidores será o banco de dados que, interligado ao servidor do Governo, informará ao HPM quando houver vagas em outros hospitais. Com isso, pacientes podem ser remanejados em caso de falta de leitos.

A voluntária do hospital, Loriane Falqueto Monteverde, gerente de tecnologia de informação, afirma que o novo sistema passa a unificar todo o funcionamento do hospital. Outra vantagem é o acesso do médico ao prontuário eletrônico do paciente, o que vai facilitar a troca de informações com outros hospitais ganhando tempo e reduzindo os custos.

“Dentro da previsão de que o hospital não pode parar, haverá um sistema de armazenamento de dados automático de última geração. Num futuro não muito distante, não terá necessidade de prontuários em papel, tudo será eletrônico”, destaca Loriane.

Todo o projeto foi executado dentro das normas estabelecidas pelo Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Espírito Santo- Prodest. O projeto inclui desde a parte elétrica até a implantação do sistema informatizado. Preocupado com a qualidade dos serviços, o governo promoverá auditorias até o término do projeto.

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